sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Podia tocar-te



Tu estavas ali, estavas eu sei, eras tão real, eu podia tocar-te com as pontas dos dedos, podia sentir o aroma que deflagrava de ti e vinha na minha direcção. O teu perfume estava tão perto de mim, o teu sorriso, o teu olhar. Eu senti-me bem, senti-me em paz comigo só por saber que ali estavas ao meu lado.
Quis tocar-te sentir que era real, saber que não era mais que um produto da minha imaginação fértil. Estendi o braço na tua direcção e não senti mais que o vazio, que o medo, que a tristeza do pensamento em me pregar mais uma partida. Mais uma terrível partida.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Porque?



A noite seguia sem sentido o que se passava, tentaria ignorar os passos, os aromas, e tudo o que centralizava à minha volta. Ignorava o crescente desassossego que me corria a alma sempre que de vislumbre via o que acontecia. Queria ignorar, acreditar e continuar a seguir, sem pensar. Mas algo em mim me doía, no fundo do peito doía, não era normal, nunca seria normal. Lutava contra impulsos, contra sentimentos, contra tudo o que eu pensava que não queria. Sentia o coração a fraquejar, o pensamento a fervilhar por uma explicação lógica, uma explicação que fizesse sentido para mim, uma explicação que consegui-se atenuar tudo. 
Não seria normal pensei, não seria normal em nenhum momento. Em nenhum lugar para mim seria normal. Seria só normal se consegui-se fugir dali, daquele lugar fechado onde tudo se manifestava e rodava à minha volta como uma roda gigante que andava rápido de mais para o meu estômago. Contrai-se em cada agonia que me queria precipitar. Teria de ignorar, fingir, não ligar simplesmente. Conseguia? Pensava que sim...


A pergunta sempre foi...Porque?