sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Depois do Adeus




Dois meses passaram e ainda hoje não acredito que tudo mudou. Perdi o meu mundo e o meu chão. Ainda me ecoa na mente as palavras que me disseste naquela tarde. Ainda oiço a estupidez da minha pergunta....Mas sinto o frio no peito, a falta de ar que seguiu. O abandono nas lágrimas que te esqueces-te que eram tuas. "Eu amo-te, mas é melhor assim...." E assim se termina uma relação de 3 anos, assim se deixa a outra pessoa sem respostas. O que?
Preferia mil vezes uma justificação válida. "Não gosto mais de ti", "gosto de outra".......Onde raio estão as razões válidas. 
E assim fiquei....à dois meses....sem as respostas, com as perguntas todas na cabeça. E tu afastando lentamente, esquecendo lentamente. E eu aqui parada no tempo. No contra-balanço da memória que teima em recordar os nossos momentos, os nossos planos....os nossos sonhos. Sonhos que agora eu já nem tenho, não consigo. Vivo presa numa aspiral de sentimentos. Quero avançar, tenho medo. Quero viver, tenho medo. Quero ser eu....tenho medo.
E o medo que tu me tiras-te, voltas-te a entregar-me a esse medo. 
Se não eras capaz de viver o para sempre, mais valia me teres deixado no meu medo. 

Depois do adeus, ainda choro em silêncio, ainda vivo naqueles momentos de querer te de volta e não te querer mais. Depois do adeus, saiu com um sorriso na cara. Sou uma luz que brilha, com um buraco negro dentro de mim.

sábado, 21 de novembro de 2015

Caminho no escuro




O escuro apoderou-se do meu coração. É como se todas as cores que existem se tornam-se, só numa confusa mancha de preto. Não existe mais nada no meu caminho, nem buracos, nem flores, nem pedras. Eu, e só eu,,,,perdida nesta imensidão de medo. Hoje não vejo mais o alegre do rosa, o forte do amarelo. Vejo o preto em cada flor, em cada borboleta. Não sou a borboleta que um dia resplandeceu nos céus, voltei ao meu casulo. Aquele casulo que eu não quero, não vou, nem desejo mais sair.
Estou sozinha, estou cansada. Estou naquele buraco escuro, para onde um dia me empurraram. Estou aqui. Cada dia, é só mais um dia. É só mais um dia que tenho de acordar, que tenho de fazer por passar, que tenho de enfrentar....sozinha.
E quando chega a noite e me posso ressacar na dor que me consome, deixo os sentimentos me levarem para aquele aperto.
Hoje outra vez, não sou eu.
Sou só um resto!

terça-feira, 17 de novembro de 2015

A saudade do teu olhar....




Como me esqueces-te assim?! Sem rodeios, sem saudade, sem vontade de olhar mais para mim. Serei eu só mais uma lembrança perdida num mar de incertezas. Como esqueces-te as promessas que me fizeste, as certezas tão fieis que juravas, o sorriso depois daquele tom irónico a dizer que nunca ficarias comigo para sempre.
Disseste para eu confiar em ti, para eu me entregar sem medos e deixar-me ser tua. E eu, eu aos poucos fui deixando cair as minhas barreiras, fui-me entregando a ti devagar e a deixar que entrasses no meu mundo. Agora nada mais resta. Resta uma saudade intragável, as horas perdidas a olhar para o telemóvel à espera daquela sms, à esperara que me digas qualquer coisa.
Preciso de avançar e não consigo. Estou presa a um chão, que te pertence, estou presa a uma ínfima parte de esperança que ainda voltemos ao que éramos antes. 
Não procuro mais as entrelinhas traçadas do que fomos, procuro a saudade do teu olhar, não vejo à tanto tempo.
É verdade que já me estás a esquecer?....