quinta-feira, 29 de novembro de 2012
Ele veio
Ele veio do nada escondido numa sombra da noite.
Ele trouxe o sorriso e a inocência que eu precisava
Ele trouxe a vontade de tentar ser mais
Ele trouxe o querer um abraço sem pedir
Ele trocou os pesadelos por sonhos
Ele trocou a solidão pela sua imensa presença
Ele trocou a vontade de ir e estar ali
Ele trouxe a vontade de viver
Ele veio do nada sem pedir, trouxe um sentido, trouxe aquilo que desisti à muito tempo, a perda do sono, os sorrisos parvos e sinceros, a realidade, a esperaça...Ele tornou-se o muito em pouco tempo.
Trouxe ainda o meu sorriso de volta....
Obrigado
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
Não é eterno
O sorriso dele estava lá, o dela também. Como se se compreendem-se simplesmente um no outro, como se nada importa-se mais que tudo aquilo que agora tinham.
Mas ela tinha medo, ela tinha medo que o amanha leva-se tudo, ela tinha medo que o tempo prega-se mais uma partida ao seu coração. Ela tinha medo que ele se fosse.....
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
Ele aproxima-se
O olhar foi trocado por breves instantes, lá estava ele, ao fundo, iluminado pela luz da entrada que reflectia o olhar dele. Ele olhava para ela, sem ela saber que era observada. Ele gostava da maneira que ela sorria, da maneira que ela brincava com ele. Ganhou coragem e foi ter com ela. Lá estava ela, apetecia-lhe abraça-la e depositar nela os beijos que o olhar mostrava que lhe faltavam. Mas não podia, sabia que ainda não. Ainda não tinha ganho esse direito de o fazer.
Chegou-se perto dela e abraçou-a por trás, como se aquilo fosse natural, ela assustou-se mas riu-se para ele, não reclamou e era bom sinal. Largou-a e deu-lhe um doce beijo na cara. agarrou-lhe a mão e apertou. Ela sorriu para ele e apertou-a também.
O coração dela batia a mil, ela gostava da maneira que ele a tratava, mas também gostava da maneira que dele brincalhona e cuidadosa. O tempo mostraria se o futuro seria bom para eles.
Para já aquele toque nas mãos e o sorriso bastavam.
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Fim de um tunel
O caminho mostrou-se tantas vezes espinhoso e duro, a terra teimava em ter buracos e pedras onde caía desamparada e sem nexo. O túnel esse onde me tinham enfiado à força teimava em não terminar, continuava com esperança que alguém ouvisse o meu grito mudo naquele buraco sem fim, tinha esperança que no final estava uma boa saída para a claridade e a certeza. Sentia-me cansada, sentia-me prestes a desistir, a sentar-me e a esperar que a morte me levasse de vês, outras vezes a ideia de acabar comigo era maior do que qualquer tentativa mais para chegar ao fim. Só assim eu chegaria ao fim. Só assim acabaria o túnel.
Quando alguém sem querer me deu um chave e disse existe ali à frente uma porta, és livre agora.
Mas com a chave a mão, com a porta à minha frente, sentia um medo inexplicável, foi tanto tempo enfiada naquele buraco que duvidava que alguma vez soubesse viver além daquelas paredes e daquela terra e pedras.
O fim do túnel podia não estar longe, mas a porta de saída estava ali à minha frente, bastava abri-la. Tinha medo, tinha medo de sair de novo do túnel e tinha medo do que estava do outro lado. Até que decide que aquele túnel teria de terminar para mim, porque se continuasse enfiada nele continuaria a alimentar o túnel do medo e ele nunca mais me deixaria sair.
Se foi o meu medo que criou aquele túnel onde me enfiei, seria agora a coragem que me faria abrir a porta e superar o que estava do outro lado.
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