sábado, 19 de abril de 2014

Devia trancar o meu coração




Devia trancá-lo num sitio onde ninguém o pudesse alcançar. Um sitio onde mais ninguém lhe pudesse chegar. Ousar ser um ser frio, sem sentimentos que me pudessem dominar, sem lágrimas que me pudessem albergar o olhar sempre que algo me fere mais fundo. 
Devia permanecer fiel à minha alma e congelar o coração de sentimentos. Tornar-me alguém frio, alguém descrente de certos sentimentos. Assim seria mais fácil. Não seria tão bravo, tão cruel. Seria simples, e sem ressentimentos. 
Por mais que me custe tenho de bloquear os meus quereres e começar a mostrar aquilo que não sou. Afinal tenho de me proteger. 
Proteger de tudo o que me rodeia. 

sábado, 18 de janeiro de 2014

Será amor?




Nego a sua existência à muito. Encarei o amor como um único habitante no planeta. Aquilo a que chamamos de vida quando precisamos de pensar algo. Encarei o amor como um único existente no nosso meio. Como se fosse impossível haver mais. Um dia destranquei essa parte e encarei diversos tipos de amores. Uns mais fortes, outros mais fracos. Uns mais prudentes, outros mais loucos. Descobri que amar parte de nós, que somos parte do nosso amor e do que queremos fazer dele. Descobri que o amava, mesmo já tendo amado outros. Não de maneira igual, nem semelhante, não mais, nem menos. Apenas diferente. Apenas um outro tipo de amor. Daqueles que preenchem o coração.
Afinal eu estava errada. É possível voltar a amar, possível voltar acreditar até que dure esse amor. No fim...No fim não sei. Prefiro não pensar.