quarta-feira, 28 de março de 2012
Já não acredito
O tempo passa por ela como se o relógio ganha-se outro andamento. Os minutos transformam-se em horas submersas na noite escura. Tic Tac Tic Tac...O que se passará, o que haverá além do tempo que apaga as pegadas do caminho feito até então.
O tempo passa, tão depressa. Ela sente na mão a fraqueza do incerto, o medo do amanha e tudo o que vem depois, se consegui-se parar o relógio naquele momento. Fazer um "stand by" na sua vida. Não, não era pelo momento, era só para não ter de avançar mais. Não estava feliz, mas estava confortável. Não precisava de mais nada, aprendeu a viver com isso dia após dia.
Tic Tac....Pára relógio, pára por favor. Não avances mais nesta agonia surda. Fica aí parado nesse eterno minuto esquecido. Apaga o passado, e o futuro. Fica só este presente parado neste minuto. Neste minuto eterno.
Ela respira fundo e não houve mais o Tic Tac incessante do relógio. Não houve nada se quer. E nesse momento ela percebe que morreu.
Tic Tac Tic Tac
quarta-feira, 21 de março de 2012
O sonho
Senti-me novamente em casa ali, lá estava a minha vista favorita, e lá estávamos nós os dois naquele sitio mágico. Era como se tudo ainda fosse um pouco de perfeição agora. Eu sentia-me em casa, sentia-me confortada, e bem. Sentia-me viva contigo ali ao meu lado. Passeamos pelos nossos sítios conhecidos e sentamos-nos algures a comer um crepe com chocolate. Não era perfeito não. Era a perfeição a limar as arestas da imagem que eu construía mentalmente para mim.
Ao longe via a torre tão alta e poderosa, a fazer-nos sombra como se adivinha-se um futuro previsível aos meus olhos. E nós estávamos ali à sombra dela. Eu queria fugir para o sol. E tu querias ir para de baixo dela.
Acordei...Era só mais um sonho, para fugir dos que tenho tido sempre.
Mas eu sei que um dia, voltaremos aquele lugar. Os dois...e sei que a sombra vai desaparecer.
segunda-feira, 19 de março de 2012
Queria te tocar
Queria te tocar, estavas ali tão perto de mim, ao meu lado naquele instante. Parecia irreal, parecia normal até, uma coisa inexplicável, como se tudo fosse como antes. Havia diferenças mínimas, talvez só quem repara-se como eu nos mínimos pormenores. Havia uma barreira invisível entre os dois, uma parede de sentimentos perdidos e tentados esquecer à pressa do encontro antes de se quer estarmos perto.
Falávamos, mas não um com o outro, falávamos para o grupo, uns com os outros mas nunca um com o outro. Olhei para a tua mão em cima da mesa, perto da minha como se algo me atraísse para ela. Respirei fundo e tentei concentrar a minha cabeça na conversa para não fazer algo que me arrepende-se, contive os desejos absurdos e a vontade de abraçar, contive também às vezes as lágrimas. Só não consegui conter a vontade dos pensamentos que se soltavam de mim e eram unicamente dirigidos a ti.
segunda-feira, 12 de março de 2012
Hoje sei sorrir
Solto os lábios como se fosse uma coisa nova para mim, sinto algo a crescer no peito, não é grande é pequenino tão pequenino que não se pode ver sem microscópio. Mas está lá, existe e eu sinto aqui dentro.
Ás vezes dá sinais de si, outras vezes parece que não está lá. Deixa-me sempre na duvida se foi ilusão ou se senti mesmo aquilo aqui dentro.
Sinto a subir por mim como um pontinho de luz minúsculo que está no fundo. Passa pelo coração e sobe até à boca. Faz os lábios separarem-se e mostrar aquilo que à tanto tempo eu já tinha escondido.
Sobe aos olhos e acende aquela luz que estava à tanto tempo perdida.
Ainda sei sorrir, ainda consigo acreditar que existe aquela luzinha minúscula de vida dentro de mim. Mas tenho medo que seja só uma falsa ilusão.
sábado, 10 de março de 2012
No momento
Ali estava eu parada naquela imensa confusão de pessoas, perdida entre risos, línguas e canções, perdida. Vejo e revejo cada minuto ali, quero sorrir, quero abstrair-me à aquela alegria, quero entrar naquele mundo de musicas e danças e não consigo. Sinto-me presa chão, as lágrimas toldam-me a vista, sinto a crescer em mim um impulso negativo, tento fugir, tento que não me vejam e revejo mentalmente qualquer coisa boa para fugir daquele sentimento.
Alguém pergunta "estás bem"...Digo que sim fugazmente e viro a cara para não verem os olhos já brilhantes das lágrimas que me teimam em cair pela face.
Escondo-me além naquele cantinho escuro onde ninguém me veja, sento-me no chão e deixo aquele sentimento tomar conta de mim, ninguém me vê, quem me conhece finge que não estou, quem eu julgo meu amigo ignora a minha falta.
Afinal que estou eu ali a fazer?
quinta-feira, 8 de março de 2012
Preciso de me sentir eu outra vez
Preciso de acreditar em mim, na minha força, na minha vontade e certeza, na realidade do presente. De confiar em mim e nos meus sonhos, na minha vida escondida à tanto tempo.
Preciso de me renovar, renascer numa pessoa que perdi à tanto tempo. Preciso de sonhar, de ter sonhos novos e os tentar construir, de ambicionar por um futuro certo.
Preciso de sorrir de me ver nos espelho e sentir que sou eu e não uma amostra de uma coisa que perdi. De voar tão alto quanto puder, de ter o limite apenas o céu. Quero acreditar nas pequenas coisas do dia, de me ver e deixar os outros ver a verdadeira pessoa que sou por dentro. De me julgar e começar a idealizar um caminho.
De sentir aquelas borboletas nos estômago, as mãos a tremer, a voz a falar a cada palavra. De olhar alguém e ser capaz de voltar a dar a minha vida por ele.
Eu preciso de voltar a ser...Feliz
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