quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Dei o melhor de mim




Não me queres? Diz logo que não me queres, não brinques assim comigo, com a minha vida e com o amor que sinto por ti. Diz e pronto e logo verei que rumo dar à minha vida. Não me bajules com falsas promessas, nem com sinceridades mentirosas. Não me enganes o coração com o olhar quando o pensamento me engana a alma. 
Dei o melhor, dei tudo, dei até o que eu achava impossível dar, dei tudo de mim, fiz mais por ti que por mim. Não cobro isso, dei porque quis, fui porque amava. Não te cobro! Mas cobro as lágrimas, cada lágrima, cada magoa, cada mentira. Cobro tudo....Porque tudo o que eu te pedia tu nunca me soubeste dar. E agora que me perdes-te pensas onde erras-te. 


Sinto um cansaço na pele, uma extrema frieza que se apoderou de mim. Não voltarei a amar ninguém. Nem a dar de mim mais do que o permitido. Não quero ser um farrapo inútil para ninguém, nem um estorvo, nem uma opção por falta de outras. 

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Como um boneco




O tempo parou, era como se fosse um boneco nas mãos dele, uma marioneta prensada para obedecer cegamente a algo que só brincava comigo às vezes. Até que ponto eu estaria presa a ele, até que ponto eu permitia que ele me fizesse sofrer assim como estava a fazer. Eu precisava dele, mas ele estava a destruir o que eu era, a manipular-me para seu uso, e depois a meter-me na prateleira como um boneco, uma coisa reles e partida que não prestava para mais nada. Era esse o sentimento, uma coisa reles, uma coisa que não valia a pena.
As lágrimas correm tanta pela vez pela noite acompanhadas de imagens traduzidas em pesadelos, os suores, os gritos, a dor, tão forte, intensa, queimava o peito. O pesadelo que parecia real, parecia ali mesmo ao meu lado, à minha frente. Parecia uma aviso, um teste, uma maneira de dizer: "Nunca vai mudar"....Porque? 
Quer deixar de ser um boneco, que ter pesadelos, de pensar sempre no mesmo,  de acreditar que não valho nada. Porque é assim que me sinto....
Que não valho nada.