domingo, 23 de setembro de 2012

Onde está o amor?




Onde está o amor?
Não sei onde se escondeu.
Será que alguma vez existiu se quer?!
Onde está então?

Desapareceu, ou talvez esteja adormecido. Se calhar acabou, mudou de rumo, saltou para outro lado. Morreu como o calor de Verão, com as flores da Primavera, caiu como a folha do Outono e vai-se derreter como a neve do Inverno. 

Não estou triste, não posso ficar triste por algo que me fazia sofrer tanto ter desaparecido. Prefiro assim...
Pedra, gelo, geada, vento...Inverno. Não estou triste, não estou feliz, estou e pronto.
Talvez amanha o tempo mude para um sol de felicidade. Não temerei mais nenhuma tempestade. Não quero mais amar. Se é que alguma vez amei.
O amor....?
Deu a capacidade a alguém de me destruir. 

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

A casa do Norte


Capitulo II



A verdade I

Acordei na manha seguinte com o sol a bater na janela. Apesar da prussiana fechada os raios entravam pelos buraquinhos que eu tinha deixado na noite anterior para o quarto não ficar tão escuro, reflectiam-se no espelho e batiam-me nos olhos. Pensei já serem quase umas 10 horas pela claridade, mas quando me voltei para o pequeno despertador amarelo que a minha avó me tinha dado, reparei que apenas eram 8:30.
Como sono me tinha passado, levantei-me num pulo e abri a janela. O sol quase me encadeou a vista de tão forte que estava, iria ser um dia de bastante calor. Vesti uns calções de ganga e um top simples amarelo, calcei os meus ténis da Adidas que já estavam esfarrapados e fui tomar o pequeno almoço. Quando cheguei à cozinha já a minha avó estava a preparar o pequeno almoço, sentei-me à mesa e enchi a tigela com leite morno e cereais dos meus favoritos de chocolate.
Em quanto comia perguntei à minha avó pelo irmão, pensei que ainda estivesse na cama. Ela porém disse que ele já tinha saído manha cedo. 
Acabei de comer, levantei a tigela e sai para a rua. Estava um calor abrasador, parecia um inferno. Como ainda era cedo pensei dar um salto até ao lameiro a ver se a minha amiga de infância a Julia ainda lá estava com as cabras. 
Em quanto desci-a o carreiro ia vendo o que tinha mudado, o que não era muito. Parecia tudo parado no tempo, o feno alto estava parado, nem uma brisa corria. Desci pelo caminho e logo de cima do calhau vi as cabras no lameiro a pastar. Algumas estavam já deitadas à sombra. Não quis chamar pela Julia para lhe pregar um susto, quando cheguei ao lameiro, varri com os olhos o espaço e vi de baixo da árvore algo vermelho, pé ante pé aproximei-me e sustive a respiração. Quando cheguei ao pé vi que não era a Julia mas o irmão o Cristiano. Não mudei o plano, aproximei-me dele e abanei-o de tal maneira que ele desatou a fugir lameiro abaixo em direcção ao ribeiro. Quase caia lá dentro de tão assustado que estava, em quanto eu me ria alto e bom som. Quando ele olhou para trás e viu que era eu voltou para a cima a correr para se vingar. Fugi dele em direcção à ponte do ribeiro mas o chibo dele colocou-se entre nós e quase nos levava atrás também. Fugimos os dois então lameiro acima para dentro da mata para subir a um pinheiro para ele não nos apanhar. Em quanto o chibo se acercava do pinheiro nós os dois sentados em ramos diferentes riamos-nos como não nos riamos à tanto tempo