terça-feira, 22 de março de 2016

Deixem-me...



Deixem-me ser pequenina outra vez, deixei-me saber sorrir com alegria e que as lágrimas nada mais sejam do que pequenas quedas dadas na altura errada. Abracem-me como se não houvesse amanha, aquele abraço apertado que tira o folgo todos os dias. Mas não me façam mal. Não me maltratem mais o coração ferido, magoado, espezinhado e esmagado pela imensa dor. Deixem-me ir....simplesmente ir. Não me prendam mais....Eu não vou ficar. Irei partir. E vocês vão deixar, porque nada mais me prende aqui. 

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Como se eu não fosse nada




É como se eu não fosse nada. Não representa-se nada. Temo o dia que o verei com outra. Temo o dia que ele vai estar com outra e vai deixar de se lembrar de mim. Não, não foi a vida que assim quis. Foi ele. Egoísta....como ninguém mais sabe ser. Devia odiá-lo, devia querer que ele desaparecesse para sempre da minha vida. Devia querer que ele não fosse mais nada. Mas não consigo. Não tenho forças. E quando todos me perguntam "estás bem"...claro que estou. Estou viva, tenho saúde, tenho trabalho, tenho amigos. Não me falta nada....mas tenho um buraco no peito, um sabor amargo a desilusão. Uma sombra que me lembra todos os dias que agora tem de ser em frente. Que agora é para esquecer. E todos os dias acordo com essa convicção. Mas todas as noites me deito com incerteza....Tenho medo....hoje a solidão faz parte do meu dia-a-dia.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Todas as noites




Todas as noites eu sonho contigo. É um tormento tirar-te da minha vida. Não te quero mais em mim, não quero mais nenhuma réstia tua em mim. Tu destruíste quem eu era, os meus sonhos, as minhas crenças e os meus desejos e agora ainda queres destruir a minha sanidade mental.
Sai da minha vida ponto. Leva tudo aquilo que me deixas-te também. A dor, a angustia, o olhar apagado, o medo irracional. Leva....fica com tudo. Não quero mais nada vindo daí. 

Hoje eu sinto-me apagada....Hoje eu não quero mais viver. Hoje eu estou cinzenta.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Mundo escuro




O meu mundo está escuro. Não o vejo. E apesar de tudo, eu sei que é melhor assim. Que não vale a pena procurar por ele. Que eu e ele foi um fim. 
Ás vezes ainda me custa, ainda acredito que ele vai ali aparecer à porta, que me vai chamar. Que vai pedir para estar comigo. Mas depois vem a dor fria e cura e entendo que não e que se calhar é melhor assim. Gostava que a minha vida fosse diferente. Tantos sonhos e agora vejo-me tão perdida. Preciso dele e não consigo, nem quero chamar o seu nome para não ter de chorar mais.
Não é orgulho, é defesa. Porque o chamei tantas vezes e tudo o que tive foi uma porta fechada e uma pergunta sem resposta. Vale a pena lutar por aquilo que se quer afastar de nós? Chega de mendigar de amor, de mendigar as migalhas que pouco restam no prato vazio. 
Eu quero um prato cheio. E se ele não é capaz de o dar. Não vale a pena continuar. Não sei o que será amanha. E tenho tanto medo. Mas chega de correr ou procurar alguém que já não quer saber de mim....Chega. 

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Ainda sonho contigo




Não quero, mas os sonhos vêem de mansinho, uns são tão intensos como um paixão avassaladora, outros tão fraquinhos que mal os sinto a passar por mim. Mas vêem, vêem fazer acordar o coração cansado, vêem fazer acordar os músculos tensos e a incapacidade de poder mudar alguma coisa vem à tona.
Não quero, luto todos os dias contra estes pesadelos, luto todos os dias contra estes sonhos que me tiram o ar e fazem doer ainda mais o coração. Mas o teu sorriso no sono é tão sincero, tão bonito, E eu não aguento mais este medo. Esta incapacidade de acreditar...esta vontade de te tirar da minha vida para sempre e arrancar do peito esta dor imensa. Já chega de sofrer, de acreditar, de sonhar contigo. Já chega de invadires a minha noite e destruíres os meus sonhos. 
Já chega....Ok? Não tens mais esse direito. 

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Há dias que o Odeio....





Há dias que o odeio com todo o meu coração. Dias que me apetece dizer-lhe que ele não presta, que ele é uma má pessoa, egoísta, mesquinha. Dias que me lembro de todas as vezes que fui trocada pelos amigos, de todas as vezes que fiquei em casa porque ele não me queria levar com ele. Vezes que ele me magoo por causa deles. Vezes que ele me humilhou perante inúmeras pessoas. 
E lembro de tudo o que fiz, a pessoa que fui, o que tentei fazer por ele que mais ninguém fez. E depois vejo o quanto estúpida fui. 

Mas depois tudo passa....e vem a saudade. Vem o silêncio. Vem o medo e as lágrimas....
E depois não sei se seria capaz de voltar para uma pessoa, que nunca me disse um obrigado por tudo que fiz. Uma pessoa que nunca me valorizou. 
Hoje sinto-me inútil, porque faço tanto e depois em troca recebo pontapés e uma mão cheia de nada. E muitos me criticam e não sabem o quanto dói ouvir. Porque quanto mais patadas eu levo, mais fria fico e mais deixo de fazer. 
Um dia aprendo que não devo fazer nada por ninguém. Porque no final quem perde sempre sou eu. 

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Tenho medo de mim


Sinto um medo da minha fraqueza. Queria olhar-te de frente e dizer-te que já chega. Que tudo acabou de vez para sempre, que nós não podemos, nem devemos ter mais nenhum tipo de ligação sem ser a de meros conhecidos. Mas falta-me a coragem, falta-me a capacidade de meter um ponto final nisto. Não consigo, e esta fraqueza vai destruir-me, vai derrubar tudo aquilo que acredito ser. 
A tua sms, o teu sorriso, tudo me deixa sem ar. Já apaguei o teu numero dezenas de vezes. Já mudei o teu nome outras dezenas, Já apaguei as tuas sms, as tuas fotos para não ter de me lembrar. Mas depois algo me faz acreditar em ti. Algo me faz querer saber de ti. Como estás....onde andas. 
Sou uma fraca eu sei, por insistir, persistir e continuar atrás de algo que já não tem solução. Algo que eu devia esquecer. Por um lado quero o dia que tu vais te arrepender amargamente do que me andas a fazer. Por outro....quero o dia que vais sorrir e dizer que sou eu quem tu queres.
Vivo numa dualidade de quereres e incertezas. E tenho medo, tanto medo de mim.