quinta-feira, 28 de abril de 2011
Cada vez mais
Não sei onde hoje fui buscar a força que precisei, não sei de onde me veio a coragem que muitas vezes me falta quando mais preciso dela. Sei que foi de ti, foste tu que mais uma vez iluminou o meu caminho nestas horas de solidão. Mais uma vez tu me chamas-te à razão para o que eu precisava, e mais uma vez soube que era contigo e por ti que eu queria estar.
Sinto tanto a tua falta. Aninhar-me no teu colo, poder chorar sempre que precisava, sentir a tua mão nos meus cabelos a dizer para deitar tudo para fora do peito, para abrir o coração.
Abrir o coração? Não sei o que isso é, fugiu-me à tanto tempo essa capacidade. Fugiu de mim e não voltou mais.
Queria ter-te aqui só um momento. As saudades matam um coração tão delicerado. Tão magoado, tão partido. Morrer, morri uma vez, quando tu foste senti-me morta num mundo perdida. E agora não consigo viver cada dia sem pensar em ti. Sem chamar por ti....
À noite que é quando a dor inflama o meu peito e me faz chorar, à noite que é quando o silencio é sepulcral e mói a mente e o coração.
À noite é que chamo por ti. Todas as noites....
Sempre....
M**
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Estamos aqui
Estamos aqui tão sós os dois, sinto o teu olhar pregado nas minhas costas como se quisesses dizer algo e não conseguisses. E eu? Eu não te consigo dizer as palavras que à tanto tempo trago presas no peito. As palavras que me consomem se tu se quer saberes.
Sinto a tua presença em todos os lados, como se sempre estivesses aí desse lado à minha espera. Respiro fundo e muitas vezes falta-me as palavras, falta a incerteza e a tudo aquilo que idealizei. Luto contra algo que já nem se quer tenho forças para suprimir de mim.
Preciso de te dizer e não consigo. De te contar todas as horas o que o meu peito reclama à tanto tempo.
A tua mão é tão quente, aperta a minha com fervor, com segurança, com a certeza que nunca me vais deixar cair, nunca me vais abandonar com mágoas e danos. É por ti que suspiro nas noites escuras. Por ti chamo em cada segundo que preciso de ti.
Vem para aqui....Minha vida
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Ninguém entende
Ninguém entende que eu já não o queira mais para mim. Que não precise dele mais, que sei viver sem ele. Não o quero e pronto....
Quero ter os pés assentes na terra, quero cumprir os meus objectivos, quero parar de idealizar para depois me magoar como tanta e tanta vez já aconteceu.
Quero ser feliz sem ele e sei que consigo. Não preciso que o empurrem para cima de mim, que digam que ele é maravilho, que é mágico grande.
Eu sei disso tudo. Até sei mais....
Sei que ele nos faz perder noção do espaço e do tempo, sei que ele nos consome-me a alma e o coração, que nos tira quem somos, nos faz esquecer de nós.
Que parecemos patetas, rudes ou até parvos. Que temos coragem para tudo o que queremos, para tudo o que ele nos pedir.
Deixamos de ser nós, passamos a viver só em função de algo. Passamos a acreditar que não existe nada mais perfeito.
Mas e depois? E quando tudo acaba? e quando o mundo se desmorona a nossa volta e nos enterramos num mar de tristeza e de dor. Quando o mundo fica virado ao contrário.
Não o quero mais, não quero, não quero e não quero. Não preciso dele...
Morreu para mim, para a minha vida
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Hoje eu queria
Queria ainda saber que aí estavas, que a nossa vida não passou de um mero passado. Sentir esse teu doce aroma da pele, contrariar as lembranças e trazer o passado até mim novamente. Queria negar-te e não consigo, mentir, e dizer que nunca fizeste parte da minha vida, mas não consigo. A minha vida continua ligada a tua pelos laços que nunca conseguimos quebrar.
As lembranças essas doem, cá fundo no peito, mas é contigo que eu desejo estar a cada segundo, a cada momento, por ti anseio em cada lágrima e certeza e incerteza da certeza.
Tu sempre foste a minha vida, e não existe maneira mais de negar isso.
É em ti que penso o dia todo, é contigo que sonho todas as noites. É por ti que o meu coração chama a toda a hora, é o teu nome que trago escrito no peito.
É a nossa história que existe em mim...Sempre
domingo, 10 de abril de 2011
Ainda o amo
Ainda o amo, como no primeiro momento em que o vi, como no instante em que o nosso olhar se cruzou naquela longínqua tarde de Verão. Ele foi tudo, em todos os momentos, em todos os sentimentos eram focados nele. Só nele...Ele não sabe, talvez nunca venha a saber que foi sempre ele que eu quis, desde aquele momento que o vi. Foi ele o único amor, o verdadeiro, o amor da vida...Mas ele não sabe, e eu ainda o amo.
Passam cinco, dez, ou mesmo vinte anos e continua a ser ele. É por ele que ainda respiro, é por ele que ainda vivo com uma razão. Ele sempre foi a razão de tudo, apesar de não se lembrar de mim. Quando o vejo sei que tudo volta a ser real, sei que existe ali algo, ou será uma breve impressão minha causada pela ilusão de o amar assim tanto.
Nunca tinha amado assim, nem nunca voltarei a amar assim, porque este é o único, o verdadeiro.
Lembro-me da ultima vez que nos falamos, que nos vimos, lembro-me a par e passo cada segundo desse breve encontro. E se calhar para ti foi banal, para mim naquele momento foi tudo.
Ainda sinto o coração falhar as batidas quando sei que te vou ver, ainda tremo quando vejo o teu perfil ao longe, tão perfeito e sublime.
E eu aqui nesta sombra escondo os sentimentos que se vêem no meu olhar para tu não reparares que eu ainda te vejo como o primeiro dia.
O meu grande amor
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