terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Pesadelo
Mais uma noite em branco, cada lágrima que me corria pela face era uma incerteza, uma imagem translucida como se sempre ali estivesse comigo. Os pesadelos foram sucessivos, impregnados de imagens que me atormentam a alma. O coração batia tão forte como se fosse real, e ali estava eu na minha cama, no escuro a visualizar o que não queria, a perguntar por momentos se era possível de ser verdade, e por momentos duvidava e respirava fundo, mas a verdade vinha ao cimo, a verdade era respirado pelo um ar pesado e denotava a exactidão do sonho. Foi real, era real...E era como se cada imagem destruísse parte dos meus sonhos, da minha vida e da minha realidade, como se fosse possível destruir parte de mim. Afinal eu ainda era parte, e essa parte foi arrancada à força bruta das imagens.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Ali morri...
Ali deixei morrer qualquer amor que nutria, qualquer sentimento vago que julguei possuir. Aniquilei os sentimentos e transformei-os em realidade fria. Enterrei o meu coração naquela areia branca salgada pelo mar mediterrâneo e jurei que ali ficaria para todo o sempre.
Agora? Agora sinto um frio no peito, um buraco fundo no coração, um buraco sem coração que exista. Sinto que deixei lá tudo. As lágrimas, o sofrimento, o medo, a solidão. Voltei dormente, como se não senti-se mais nada. Nem quero sentir mais...
Os sentimentos estão frios, nulos, apagados...despidos de qualquer lembrança boa. Agora vivo...Não pelo amor, nem para amar. Vivo como uma pedra, sem sentimentos, sem vontade de amar, sem querer nunca mais amar.
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Aquela paz
No momento que eles se tocaram, sem mais nada a impedir, nem um empurrão, nem um um desviar, no momento que se sentiram colados, afogados um no outro como se o dia seguinte não existisse foi como se tudo tivesse parado, como se cada coisa tivesse num lugar diferente, como se não houvesse mais ninguém.
O momento marcou aquele para sempre que já existia antes. O momento traçou a meta que ali se quebrava por estarem outra vez nos braços um do outro. Não houve certezas, não houve medos, nem mais esperanças vãs. Houve sonhos, também houve conquistas e vitórias. Pela mente passaram meses e anos de recordações grandiosas, passaram sorrisos, brincadeiras, aventuras. E era para sempre....
Subscrever:
Comentários (Atom)


