sábado, 13 de outubro de 2012
O tempo
Por momentos tudo parecia inalterável, o tempo permanecia igual, o vento mantinha-se suave e quente, a idade não deslizava na cronologia da vida. Era uma idade soberba mas ao mesmo tempo a melhor. Quando abriu os olhos afinal estava tudo mal, o tempo voara pela janela, o vento estava raivoso, frio e agreste, a idade tinha avançado tão rápido como a luz.
O passado já não voltava, estava lá atrás parado numa brisa soalheira de Verão, à espera que a tempestade que se instalara naquele momento se fosse embora e regressa-se numa outra vida, outra ocasião.
O tempo teimava em cobrar tudo, a esperança, os sonhos, as amizades, as aventuras e até o amor. Esse ficaria perdido numa nuvem cinzenta. Do passado apenas restava um par de cicatrizes fundas, um punhado de rugas do passado e um sorriso roubado à força da infelicidade.
terça-feira, 2 de outubro de 2012
O meu buraco.
Nunca pensei ver-me assim nesta situação. Aos poucos saiu dela...mas aos poucochinho com algum medo de voltar cá para fora. Olhando para trás tenho medo do que vi, medo do que senti, medo de onde cheguei.
Houve momentos que pensei que simplesmente seria melhor acabar tudo, escorregar pelo buraco abaixo para esquecer tudo e meter um fim em tudo aquilo que eu estava a viver.
Tive medo até de mim, da minha personalidade, da minha própria consciência. Tanto conseguia estar "bem", ser racional, e controlar os meus impulsos como 5 minutos depois estava a disparatar, estava a manda sms acusadoras e carregas de ódio e veneno.
A minha personalidade transformava-se em segundos, sentia-me à beira de um abismo e que estava sempre prestes a saltar. Vivia bem e mal, vivia entre o ódio e a tristeza, entre a insanidade e a sanidade.
Não me conhecia, tinha medo do que via, tinha medo de mim própria. Cheguei a um ponto que achei que se desaparece-se ninguém iria dar conta. O mesmo pensamento até se mantêm em mim ainda hoje.
Um muro voltei a erguer entre mim e as pessoas que convivem comigo todos os dias, sorriu, gracejo e entro em conversas, nunca roçando a minha pessoa nem o mundo à volta que eu quero afastar de mim. Ninguém sabe que estou num buraco onde apenas uma mão me mantêm agarrada. Uma mão que insiste em não me soltar e me obriga a estar ali pendurada, muitas vezes com o meu apoio, outras vezes sem ele.
Sorriu...mas ninguém sabe que dentro do meu pensamento só existe uma ideia...Um plano que conjumino à muito tempo, um plano que já esteve mais longe de o realizar. Porque quando nós entramos no buraco, dificilmente se de lá sai.
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