domingo, 20 de maio de 2012

O nosso lugar




Deito a cabeça no teu peito e sinto o bater acelerado do teu coração, ele grita por mim, chama-me em cada golfada de ar fresco e novo. Chama o meu nome em cada batimento pulsado pelo seu motor natural.
Encosto os meus lábios nos teus e deixo sentir o sabor a mel e sal, o doce sabor que ainda preenche os meus dias de certezas incerta. 
Toco-te e parece tudo tão irreal, tão bom. Tenho um medo que me aperta o peito, um medo que nasce na garganta e sobe até ao coração, um medo que vive em mim só de olhar para ti e para nós e saber que amanha pode não existir mais. 
Aninho-me em ti e sinto o prazer de te tocar, de te sentir colado ao meu corpo. Para mim tudo isso é perfeito. E tudo isso chega.