segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Solidão de mim



A solidão tomou conta de mim, do meu ser do meu coração. Tornou verdadeira o conceito de só.
E marcou o meu dia para o resto da vida.
A solidão ainda vive. Em mim

domingo, 30 de janeiro de 2011

Como se...



Voltei aqui, e não foi só porque me apeteceu, foi porque eu aqui me sinto, me sinto mais eu a cada momento. Sinto o pensamento, a verdade, a saudade, sinto tudo aquilo que já tentei esquecer e não consegui.
Aqui, e só aqui, consigo recordar cada momento que tivemos juntos, cada detalhe da nossa vida. E se te sentasses aqui agora comigo, nesta pedra, ao meu lado, era como se nunca nada tivesse acontecido, como se nada se tivesse perdido e estivéssemos como sempre estivemos.
Se fechar os olhos ainda consigo recordar a tua cara, o teu olhar miudinho, rasgado num sorriso para mim. Essa rugazinha pequena que te aparecia no canto do olho que eu gostava tanto. Recordo tudo ao pormenor. Recordo a certeza dos momentos e a incerteza da solidão.
Sei que estou sozinha, e que não vale a pena agora estar a pensar em ti, nos momentos, nos risos....
Porque isso só me mata mais ainda por dentro. Mas é assim que eu sei que estou ainda viva. Pois é a dor, a dor de não te ter mais que me faz ver que existiu. Um dia...Mas existiu

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Quero sentir-te






Não te escondas de mim, nem na incerteza do momento. Não me mintas com tanta certeza que isso assusta-me, preciso de respirar o teu ar, só para saber que ainda estás aí, só para saber que somos tudo novamente, que somos em tudo um do outro. Preciso de saber só por um momento, para apagar esta dor que ainda inflama o meu peito à noite, que me faz pedir mais de ti, e de nós. 
Não quero ter de chorar todas as noites ao frio da incerteza do meu coração, não quero ter de viver com medos, e com angustias no peito. Só quero saber que ainda aí estás, para mim, desse lado há minha espera.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Não quero solidão


Foi como se tudo tivesse voltado novamente, a ferida, a dor, a incerteza, e tudo aquilo que um dia tive tanto medo de voltar a sentir. Aquilo era tudo o que eu queria esquecer e que agora voltou de novo. Uma solidão tão grande, maior que o peito, que o meu olhar. Uma dor tão funda, sem fim. 
Era tudo aquilo que não queria voltar a sentir, era tudo aquilo que um dia quis esquecer que existiu em mim.
Vivo assim, agora novamente, esperando, olhando por uma janela fechada, há espera de coisa nenhuma, vivo assim a negar a solidão e a procurar a certeza que julgo que já não tenho. Não quero voltar a sentir-me sem mundo, sem chão, sem certezas, não quero voltar a sentir-me sózinha, como agora novamente estou.
Só quero ter a certeza do que sou

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Ainda me lembro



Olha para ali, para ali mesmo. Lembras-te de algo? Lembras-te de mim? Da nossa vida dos nossos sonhos, da nossa inocência e verdade. Lembras-te? Eu lembro-me como se fosse hoje, lembro-me do teu olhar, que doce olhar que me deste, quando fecho os olhos, ainda o vejo. Nunca mais o tive, mas guardeio tão bem que ainda me lembro como se fosse hoje. O teu sorriso? O teu belo sorriso, a tua inexperiência e a minha juntaram uma inexperiência encantador, pura, verdadeira. E o teu sorriso era tão meu. Ainda me lembro dele, desse doce sorriso que sabia a caramelo e a gelado. Que sabia a amor, e a paixão.
O teu abraço?
Claro que me lembro, era forte, era seguro, era quente. Era tudo o que eu precisava, era o teu abraço há minha volta a proteger-me de tudo e de todos, a erguer-me a a deitar-me ao chão num só segundo. a trazer-me a terra e afazer-me voar até ao céu.
É o teu sorriso, esse sorriso tão sincero que ainda hoje trago no peito, por te amar, por te querer a cada segundo.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Ele é




Ele é fogo que arde em mim, queima por dentro com o olhar que possui, ele é um vulcão, algo que me deixa sem norte, me desorienta, me faz vibrar, me faz sentir viva por dentro.
Ele é a paixão, a força, a águia do céu. É a incerteza, o clamor do meu coração.
Ele é o perigo, a falésia que me chama, a dor que me faz querer sempre mais. É a pimenta, o desejo, a angustia de não o ver.
Ele é a mentira, é a maldade, é a insegurança, é a minha morte.


Ele é tudo aquilo que tenho medo, tudo aquilo que procuro e nego, é a minha queda, o meu sofrimento. Ele é quem me faz viver cada segundo, é a ferida nunca sarada, é a lágrima que teima em cair. É o desejo que me pulsa no peito só de sonhar com ele, é a vontade, as loucuras, o amargo. O limão.
Ele é tudo o que quero e não posso ter. É quem me mata e me faz viver todos os dias. Ele é parte da minha vida e não pertence a ela. Ele é o fogo da paixão que incendeia a noite fria.
Ele é os meus sonhos

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Aquela pedra



Sentei-me naquela pedra fria que tantas vezes me acolheu nas longas noites de inverno do meu ser, sentei-me ali e olhei como se fosse a primeira vez que ali estava, tentei encontrar uma resposta para tudo isto que está acontecer e não encontrei se não uma mão fechada, cheia de coisa nenhuma, uma mão que procurava um sentido para voltar a abrir para algo.
Quis afastar-me dali e voltar a ter um rumo, uma motivação, uma força que me fizesse seguir, mas a vontade perdeu-se na noite, e de dia ainda não tinha voltado, penso que talvez tenha fugido de casa para procurar um sentido para viver, já que eu lhe tirei tudo isso.
O resto ficou comigo, o resto permaneceu agarrado a mim, a sufocar-me com pensamentos, com recordações, memórias, e lembranças, com saudade e desespero por não haver nada de objectivo além da pedra fria, da noite escura e do coração ferido. 
Um coração demasiado ferido para se compor outra vez e voltar a abrir. Um coração tão despedaçado que não sabe em que buraco se esconde a mais dura ferida. Um coração doente, magoado, perdido...há procurar de um sentido novo.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Caminho escuro


Foi assim, e será sempre assim que vai ser, seguindo sem norte, sem rumo, sem destino, sem caminho. Tropeçando em pedras e pedregulhos, e histórias e pessoas, em passado e futuro. Sempre a esquecer o presente que estou.
Foi assim, e não vai ser mais, vou caminhar pelo caminho que desisti, sou seguir, sem olhar para trás para as pedras, os pedregulhos, as histórias contadas e por contar, para os finais felizes. Sou seguir o caminho que achei demasiado escuro para seguir sozinha. O caminho que tantas vezes me assustou, agora é aquele que não tenho alternativa a seguir. 
Assusta-me na mesma, assusta-me não ter a mão, nem o apoio, mas vou seguir por ele, é o único caminho agora apresentado, o único que restou, que vejo que não voltarei atrás para não ter de passar pelo escuro.
O escuro mete-me medo, tenho medo desse escuro que se avizinha no coração, e se calhar esse escuro é o mais seguro, pois é aquele que não me engana, nem encadeia a vista com ilusões e falsas promessas, simplesmente é o escuro, sem nada. E vou seguir por ele, com coragem na alma e medo no coração. Com certezas nos passos, e incertezas no pensamento. Mas vou seguir, se mais pensar em voltar atrás.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Sigo só



Tentei acreditar e não consegui, não consegui se não a entrada para mais um vazio. Aos poucos vivo sem nada de mim. Vou perdendo pedaços, destruindo outros, afastado outros. Começo a ficar sem nada. Aos poucos vou seguindo em frente sem olhar mais para o caminho, afasto pedras, pedregulhos, se tropeçar, não faz mal, talvez nem me levante mais se não tiver vontade.
Vou seguindo, sem olhar para trás, sem precisar de olhar. Sem se quer procurar mais nada. Não quero mais nada nem ninguém....
Sigo só

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Polaroides


Hoje preciso de respirar, preciso de sentir, preciso de encarar a realidade. Hoje olhei e não vi mais nada, só, um conjunto de imagens espalhadas pela vida. Polaróides na mente, baralhadas pelo destino, sem história, sem nexo, sem verdades ou mentiras, sem sentimentos. Só rostos, rostos sorridentes, rostos amigáveis, saudáveis. Rostos que viam um futuro, acreditavam num futuro. 
Peguei nessas fotos e juntei-as todas, num montinho, não quis tocar-lhes mais, não fazia sentido. Ali estava passado todo baralhado, todo submetido a um vento do presente que não quis que a ordem se mantivesse. 
Ordem? Que raio de ordem pergunto eu. E esta é mais uma daquelas perguntas que vai ficar sem resposta. Que ordem espero de um passado, onde as fotografias para mim são as mais importantes das recordações, para não me esquecer que afinal eu sabia sorrir. 
E juntei as fotos, metia-as numa caixinha, sem lhes mexer mais. Que importa a ordem das fotos, se o coração já não tem ordem há tanto tempo. 

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Não vás outra vez



Tenho medo dessas palavras, não gosto delas, não as sinto como tuas. Quando dizes "Vou-me embora", é como se cravasses uma seta em mim, no meu coração, nas minhas certezas. Tudo contigo era sempre tão perfeito. Gostava de ti, de todas as maneiras possíveis, sonhava contigo, noite após noite, esperando que chegasses. Agora sinto este vazio em mim, que desacelera o meu coração nas batidas. Espero que de repente sorrias e me digas "estou a brincar", mas não o fazes e isso assusta-me muito. Tento entender-te, tento ver-te além das lágrimas, mas já não consigo. É tudo tão confuso, tão inesperado. Tento chamar-te mas já não consigo, afinal sempre vais mesmo, e eu acho que já não tenho maneira de te impedir de saíres, da minha vida para sempre. E quando fechas a porta e me dizes "adeus" é como se tirasses parte de mim, é como se negasses a minha vida. E aqui fico, perdida mais uma vez para sempre. 

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

No mar


Quis traçar um caminho feito por ti, desenhar no contorno da areia uma certeza de futuro para nós, mas não arranjei areal suficiente para aquilo que tinha em mente desenhar. Quis trazer-te para o meu mar, contar-te que o céu eras tu e eu reflectidos inversamente no espelho da água. Contar ao mundo, sem as palavras certas, o que eu e tu éramos, sentir no peito uma imensidão de sentimentos, sempre que o nosso olhar cruzava o horizonte além do que éramos. 
Menti mais uma vez, neguei o evidente, não precisava de ti. Já não sentia a tua falta. E quando de costas para o mar quis apagar a nossa história, ele fez-me lembrar que a nossa história nunca foi escrita, porque era lembrada nos nosso corações, agora vazios. Veio-me trazer o doce aroma da certeza outra vez, fazer-me lembrar que por mais que eu negasse o evidente, ele estava lá sempre presente em mim. Para sempre a fazer-me recordar de ti.

domingo, 2 de janeiro de 2011

E depois da meia noite



5,4,3,2,1...Bom ano 2011...Tudo começa assim com as badalas do relógio, com as passas na mão, o copo de champanhe vazio há espera. O olhar é de alegria, o coração de tristeza, as frases são proferidas com entusiasmo, o seu significa fica aquém do real sentimento. E entramos a 2011. Mais um ano, mais um brinde, mais doze desejos, e alguns objectivos. Mais incertezas, mais sonhos. 
Fica no ar a promessa de um ano melhor. Um rumo melhor, tentar mudar o passado com o futuro. Compor o presente. Deixar para trás mais um ano, perdido nas sombras do relógio. Apagar da memória 2010,2009,2008,2007,2006....
É tanto ano, tanta recordação construída, tanta lágrima, tanta saudade, tanta alegria, tanta motivação. Não serve de nada apagar, serve de tudo tentar que 2011 seja melhor, mais enriquecedor, mais completo.
O resto o futuro dirá. O passado esse é de tinta permanente, o presente de lápis, o futuro é de tinta invisível para não sabermos o que havemos de escrever.
Tudo o que irei apagar é tudo aquilo que o coração deixar.