quarta-feira, 9 de março de 2011

Em segredo chamo o teu nome





Cai novamente a noite, fecho as cortinas da solidão e tento ocultas as lágrimas que vêem de mim. Quero esquecer esta dor que domina o meu peito todos dias, quero apagar as memórias e as recordações que ela traz quando me lembro de ti, e de nós.
Recuar sempre foi uma alternativa, voltar atrás, poder trazer-te de volta para o meu mundo e ser contigo outra vez algo especial. É tudo tão confuso e turvo quando tento lembrar-me do ontem, e consigo recordar tão nitidamente os nosso anos juntos. Tudo o que fomos, tudo o que nos tornamos. 
Sem ti não sei ser forte, não sei querer, só duvidar, não sei querer, tenho medo de gostar. Sem ti perdi as certezas de tudo e dei lugar a tanta incerteza.
Guardo os pensamentos que tenho, fecho tudo no meu coração, ninguém nunca dá conta de nada. Ninguém sabe se quer, ninguém sente o que vem de mim. Todos procuram uma razão, ninguém sabe a sombra do que sou. 
E ás vezes tenho esperança que ainda tenha uma réstia de mim, mas acho que de mim não sobra nada, só uma réstia do passado, que teima em me fazer sucumbir ás lágrimas nestas noites.


Saudades M*

Sem comentários:

Enviar um comentário