quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

O tempo




Passa cada segundo como se fossem anos, e cada segundo cobre o tempo para apagar e arrastar as lembranças. O tempo esgota-se, acaba-se...morre um dia. O que existe isso não morre, fica em nós, como se nunca se tivesse apagado. Hoje mais uma vez choro por ti, choro por não saber, choro por não poder fazer mais do que fiz, choro porque dei tudo sem ter nada em troca. 
As lágrimas secaram com o tempo, tempo esse que se vai arrastando minuto após minuto a torturar a minha alma. As feridas vão virar cicatrizes, marcas fundas, sem jeito, que nunca se apagaram, que ficaram cá para sempre a lembrar o tempo e o espaço. 
E o que faço com elas? aprendo? revivo? não esqueço cada marca, cada ponto que me doeu a construir a cicatriz em si. 
Hoje tenho tempo, amanha não sei, mas hoje eu sei que o teu tempo não é, nem nunca foi destinado a mim. O tempo tempo é para ti só. E hoje o meu tempo acabou por se perder num nevoeiro intenso que cobre a madrugada. 
Não quero e tenho medo de perder mais tempo. Tenho medo de perder um pouco do tempo que ainda tenho. Hoje o tempo ensinou-me que tudo acaba, até ele.

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