quarta-feira, 28 de março de 2012

Já não acredito




O tempo passa por ela como se o relógio ganha-se outro andamento. Os minutos transformam-se em horas submersas na noite escura. Tic Tac Tic Tac...O que se passará, o que haverá além do tempo que apaga as pegadas do caminho feito até então.
O tempo passa, tão depressa. Ela sente na mão a fraqueza do incerto, o medo do amanha e tudo o que vem depois, se consegui-se parar o relógio naquele momento. Fazer um "stand by" na sua vida. Não, não era pelo momento, era só para não ter de avançar mais. Não estava feliz, mas estava confortável. Não precisava de mais nada, aprendeu a viver com isso dia após dia. 


Tic Tac....Pára relógio, pára por favor. Não avances mais nesta agonia surda. Fica aí parado nesse eterno minuto esquecido. Apaga o passado, e o futuro. Fica só este presente parado neste minuto. Neste minuto eterno. 
Ela respira fundo e não houve mais o Tic Tac incessante do relógio. Não houve nada se quer. E nesse momento ela percebe que morreu.


Tic Tac Tic Tac

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