quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Fim de um tunel
O caminho mostrou-se tantas vezes espinhoso e duro, a terra teimava em ter buracos e pedras onde caía desamparada e sem nexo. O túnel esse onde me tinham enfiado à força teimava em não terminar, continuava com esperança que alguém ouvisse o meu grito mudo naquele buraco sem fim, tinha esperança que no final estava uma boa saída para a claridade e a certeza. Sentia-me cansada, sentia-me prestes a desistir, a sentar-me e a esperar que a morte me levasse de vês, outras vezes a ideia de acabar comigo era maior do que qualquer tentativa mais para chegar ao fim. Só assim eu chegaria ao fim. Só assim acabaria o túnel.
Quando alguém sem querer me deu um chave e disse existe ali à frente uma porta, és livre agora.
Mas com a chave a mão, com a porta à minha frente, sentia um medo inexplicável, foi tanto tempo enfiada naquele buraco que duvidava que alguma vez soubesse viver além daquelas paredes e daquela terra e pedras.
O fim do túnel podia não estar longe, mas a porta de saída estava ali à minha frente, bastava abri-la. Tinha medo, tinha medo de sair de novo do túnel e tinha medo do que estava do outro lado. Até que decide que aquele túnel teria de terminar para mim, porque se continuasse enfiada nele continuaria a alimentar o túnel do medo e ele nunca mais me deixaria sair.
Se foi o meu medo que criou aquele túnel onde me enfiei, seria agora a coragem que me faria abrir a porta e superar o que estava do outro lado.
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