quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
A insegurança
A insegurança toma conta do coração, um veneno mortal sobre uma ferida aberta nunca deixada fechar. Torna o que é simples em tudo e mata à sua volta como uma nuvem tóxica carregada de malignidade.
Destrói o sorriso e a verdade, cega a vista e queima os olhos pelas lágrimas dos ciumes e do medo.
A insegurança nasceu de uma outra vida, mas vem ainda viva para esta, traz tudo aquilo que de mau tem cegando até o mais simples gesto. Destrói o coração a alma e o querer, destrói até o que muitas vezes não existe.
A insegurança não nasce com ninguém, ela vai nascendo e crescendo aos poucos pela vida, comparando detalhes e coisas sem nexo, vai queimando a crença e mostrando as presas de tudo aquilo que se passa à volta.
A insegurança é um monstro que me consome por dentro e me faz ter medo, me faz chorar nas noites mais frias, me faz querer o que não quero e agir como não quero. Faz-me queimar os olhos pela força de conter as lágrimas tantas vezes presas aos coração.
A insegurança não nasceu comigo. Ela apareceu na minha vida para me tornar menos confiante.
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