domingo, 21 de fevereiro de 2016

Como se eu não fosse nada




É como se eu não fosse nada. Não representa-se nada. Temo o dia que o verei com outra. Temo o dia que ele vai estar com outra e vai deixar de se lembrar de mim. Não, não foi a vida que assim quis. Foi ele. Egoísta....como ninguém mais sabe ser. Devia odiá-lo, devia querer que ele desaparecesse para sempre da minha vida. Devia querer que ele não fosse mais nada. Mas não consigo. Não tenho forças. E quando todos me perguntam "estás bem"...claro que estou. Estou viva, tenho saúde, tenho trabalho, tenho amigos. Não me falta nada....mas tenho um buraco no peito, um sabor amargo a desilusão. Uma sombra que me lembra todos os dias que agora tem de ser em frente. Que agora é para esquecer. E todos os dias acordo com essa convicção. Mas todas as noites me deito com incerteza....Tenho medo....hoje a solidão faz parte do meu dia-a-dia.

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