domingo, 13 de fevereiro de 2011
E ele foi embora
Não quis que ele fosse, tentei acreditar que afinal ele iria ficar para sempre, mas quando eu o vi sair tomei finalmente consciência que se ia mesmo. Senti-me vazia, senti-me desamparada no vazio, sem chão, sem contorno ou consciência de mim mesma e do que era naquele momento tão inesperado.
Encostei-me há parede para não vacilar, quis gritar que ele volta-se, não queria que ele fosse. Como iria ser agora? Como iria viver?
Tanta pergunta na minha cabeça e tanta coisa que eu não entendia. Porque?
Precisava de respostas e não as tinha.
Ainda quis gritar, quis chamá-lo, quis que ele volta-se para trás e olha-se para mim mais uma vez antes de ir, olha-se nos meus olhos e disse-se que pelo menos valeu a pena.
Mas ele não voltou, nem olhou mais. Segui-o sempre em frente, sem mais nada a dizer. Vi-o desaparecer ao longe imerso na escuridão daquela noite. As lágrimas, essas lágrimas tinham secado havia muito tempo. Tinham secado por tudo o que ele me tinha tirado e não devolveu.
Mas agora, aqui agora, novamente nesta noite, quase num aniversário próximo, recordo, aquele dia, e sei que nada mais poderia ter sido melhor para mim. Aprendi a viver sem ele, a seguir sem ele. E agora sei que já não preciso dele.
E se ele voltar não sei se o quero, ou se sei lidar com ele. Afinal para mim, o amor sempre foi complicado.
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