domingo, 10 de abril de 2011

Ainda o amo




Ainda o amo, como no primeiro momento em que o vi, como no instante em que o nosso olhar se cruzou naquela longínqua tarde de Verão. Ele foi tudo, em todos os momentos, em todos os sentimentos eram focados nele. Só nele...Ele não sabe, talvez nunca venha a saber que foi sempre ele que eu quis, desde aquele momento que o vi. Foi ele o único amor, o verdadeiro, o amor da vida...Mas ele não sabe, e eu ainda o amo. 
Passam cinco, dez, ou mesmo vinte anos e continua a ser ele. É por ele que ainda respiro, é por ele que ainda vivo com uma razão. Ele sempre foi a razão de tudo, apesar de não se lembrar de mim. Quando o vejo sei que tudo volta a ser real, sei que existe ali algo, ou será uma breve impressão minha causada pela ilusão de o amar assim tanto. 
 Nunca tinha amado assim, nem nunca voltarei a amar assim, porque este é o único, o verdadeiro.
Lembro-me da ultima vez que nos falamos, que nos vimos, lembro-me a par e passo cada segundo desse breve encontro. E se calhar para ti foi banal, para mim naquele momento foi tudo. 
Ainda sinto o coração falhar as batidas quando sei que te vou ver, ainda tremo quando vejo o teu perfil ao longe, tão perfeito e sublime. 
E eu aqui nesta sombra escondo os sentimentos que se vêem no meu olhar para tu não reparares que eu ainda te vejo como o primeiro dia.
O meu grande amor

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