quinta-feira, 28 de abril de 2011

Cada vez mais



Não sei onde hoje fui buscar a força que precisei, não sei de onde me veio a coragem que muitas vezes me falta quando mais preciso dela. Sei que foi de ti, foste tu que mais uma vez iluminou o meu caminho nestas horas de solidão. Mais uma vez tu me chamas-te à razão para o que eu precisava, e mais uma vez soube que era contigo e por ti que eu queria estar. 
Sinto tanto a tua falta. Aninhar-me no teu colo, poder chorar sempre que precisava, sentir a tua mão nos meus cabelos a dizer para deitar tudo para fora do peito, para abrir o coração.
Abrir o coração? Não sei o que isso é, fugiu-me à tanto tempo essa capacidade. Fugiu de mim e não voltou mais. 
Queria ter-te aqui só um momento. As saudades matam um coração tão delicerado. Tão magoado, tão partido. Morrer, morri uma vez, quando tu foste senti-me morta num mundo perdida. E agora não consigo viver cada dia sem pensar em ti. Sem chamar por ti....
À noite que é quando a dor inflama o meu peito e me faz chorar, à noite que é quando o silencio é sepulcral e mói a mente e o coração.
À noite é que chamo por ti. Todas as noites....
Sempre....




M**

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