terça-feira, 28 de junho de 2011

Luz negra



Quanto basta acreditar que sempre assim foi? Talvez o tempo tenho tirado o véu da frente e começado a tropeçar em pequenos objectos que sempre ignorámos à partida. Que achamos ridículos por se mostrarem tão pequenos que nem mal a uma formiga faziam. São eles mesmo que como espinho se vêem  enterrar na carne, e provocar as dores, e quando damos conta, aquilo que tão pequenino e insignificante parecia afinal causou uma ferida grande e dorida. 
É nisso que agora vejo o sangue que me sai em golfadas de fingimento e de sorrisos para tentar mostrar outra vez o que sempre fui. Uma pedra...um pedra dura que não corrompe o silêncio que se instala no coração. Uma folha ao vento que voa sem pousar...com medo do vento, do mundo. Com medo de se magoar com a brisa que vem abrir o meu peito com lágrimas.
E é nisto que me volto a tornar, num muro, uma pedra, um castelo de muralhas tão grandes que ninguém entra. 
A luz afinal sempre aparece...Negra

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