quarta-feira, 20 de julho de 2011
Recordações
Elas vão povoando a mente, ocupando cada milímetro de espaço que exista em mim, alargam o presente para trazer o passado a mim. Trazem para mim nada além dos sentimentos, além dos sonhos, além das esperanças. Não tenho medo delas, deixo-as entrar e povoar a minha solidão, embriagar o meu estado de lucidez e fazer-me sorrir nas horas de tristeza.
Tenho medo, tenho tanto medo delas, e ao mesmo tempo sinto-me bem com elas. Sinto-me ligada a um mundo que nem parecia meu, que nem me pertencia. E desse mundo chamo o seu nome, e reclamo no fundo da minha alma que volte para ao pé de mim. Trago os sorrisos esquecidos do passado, e uma caixa cheia de más esperanças de um futuro risonho. Mas as recordações, essas são tão vividas em mim, tão presentes, tão dispostas no meu pequeno coração.
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