domingo, 26 de fevereiro de 2012
Novo dia
"Já vais?" pergunta ela ensonada ainda. Era de manha cedo, era um dia igual a tantos outros dias iguais. Lá estava ele de pé, novamente. Ia embora, ela tentou aninhar-se nos lençóis novamente e adormecer, sentiu-me a andar pelo quarto, devia estar a apanhar a roupa por ali espalhada na ânsia da noite anterior. Abri-o um olho para ver o que ele estava a fazer e viu-lhe as costas sentado talvez a apertar as calças. Tocou-lhe no braço e ele voltou-se instantaneamente: "Não dormes?"....pergunta ele admirado, ainda à instantes ela estava adormecida tão profundamente que metia inveja.
Não queria pensar nas ultimas noites com ela, deitada naquela cama longe de tudo e de todos. Mas queria saber o que tanta vez a fazia mexer-se e chorar durante a noite. Que pesadelos eram aqueles que ela albergava durante o sono?
Sabia que ela não era feliz, sabia que ela não era quem ele conhecia. Mas sabia que dentro dela existia algo mau que ela escondia como se a vida dela dependesse disso.
Apesar de tudo ele adorava. E estar com ela era tudo o que podia desejar.
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