sábado, 11 de fevereiro de 2012

Um anjo




"Não sei o que me passou pela cabeça, estava ali e de repente tudo se tinha apagado, tudo escuro frio, ouvia vozes a chamar o meu nome mas não as reconhecia, sentia-me longe de tudo, e estava tudo tão escuro. Queria falar e não conseguia, queria abrir os olhos e também não conseguia. Ouvi-a aquelas vozes tão longe, a perder-se num mar de escuridão dentro de mim. Depois acordei...
Onde estava? Era tudo branco, poderia ser o céu? Não o céu não podia ter aquele cheiro. Sempre imaginei o céu como um lugar muito branco tipo a neve, com um doce cheiro de perfume floral, o meu preferido. Aquele cheiro era intenso, forte, quase anestésico. Estava deitada. Olhei para o lado e percebi onde estava. Em nada se compara ao céu, mas é uma das "portas". 
Tentei lembrar-me porque ali estava e estava tudo muito baralhado e confuso na minha cabeça, como se nada fizesse sentido. Fechei os olhos e senti alguém a entrar naquela sala, a parar ao pé de mim, e a falar, estava com mais alguém. Ouvi a voz e não a reconheci. As palavras foram a chave para toda a solução. Foram a certeza do que se tinha passado e a certeza que mais uma vez falhei. Mas estas palavras fizeram-me acreditar que "ele" ainda lá está a olhar por mim: "Ela teve sorte, tem um bom anjo da guarda"...

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