sábado, 13 de outubro de 2012
O tempo
Por momentos tudo parecia inalterável, o tempo permanecia igual, o vento mantinha-se suave e quente, a idade não deslizava na cronologia da vida. Era uma idade soberba mas ao mesmo tempo a melhor. Quando abriu os olhos afinal estava tudo mal, o tempo voara pela janela, o vento estava raivoso, frio e agreste, a idade tinha avançado tão rápido como a luz.
O passado já não voltava, estava lá atrás parado numa brisa soalheira de Verão, à espera que a tempestade que se instalara naquele momento se fosse embora e regressa-se numa outra vida, outra ocasião.
O tempo teimava em cobrar tudo, a esperança, os sonhos, as amizades, as aventuras e até o amor. Esse ficaria perdido numa nuvem cinzenta. Do passado apenas restava um par de cicatrizes fundas, um punhado de rugas do passado e um sorriso roubado à força da infelicidade.
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