Capitulo II
O reencontro I
Quando cheguei a casa não cabia em mim de contente! Nem sabia para onde me havia de virar, só me apetecia sair daquele daquele táxi a correr em direcção e abraçá-lo, dar-lhe um abraço do tamanho do mundo inteiro. Então porque não ia? Algo me dizia para não o fazer, não sei se aquele olhar, se o facto de a minha avó já estar a fazer uma lista enorme do que tínhamos de fazer antes do jantar. Resignadamente lá saí do táxi e fui ajudar a tirar as malas. O meu irmão reclamou que eu devia trazer uma mala para um ano. Era verdade que estava pesada, e nem tinha trazido assim tanta roupa quanto isso. Fogo estava a ser injusto comigo.
Peguei na minha mala. Ok realmente estava assim um bocadinho pesada de mais para o meu gosto. Lá peguei nela e arrastei-a escada acima, entrei no meu quarto que estava escuridão. Abri as persianas. Luz finalmente. Apesar de tarde ainda havia claridade para abrir a janela. Estava um belo dia. Nem frio, estava. Depois de olhar à minha volta para ver se estava tudo em ordem, voltei pelo corredor que já tinha algumas malas trazidas pelo meu irmão e desci novamente as escadas. O táxi já tinha ido embora, mas em contra partida já se tinha juntado ali uma pequena multidão para nos ver.
"Que altos que estão", "Já está uma mulher"...Frases tipicas...Depois de cumprimentar todos e responder aquelas perguntas da praxe, peguei noutra mala e levei-a para cima.
Pousei-a no corredor pois não sabia onde mete-la e voltei ao quarto. Depois de passar a vista pelo quarto há procura do rádio voltei há sala. Lá estava ele em cima de uma dos divãs, dentro da sua caixa para não apanhar pó. Tirei-o cuidadosamente e levei-o para o meu quarto. Liguei-o há ficha e meti a minha cassete favorita bem alta. Em quanto as musicas iam passando eu ia arrumando a roupa nas gavetas e a colocar as calças nos cabides. Escolhi rapidamente algo para vestir pois a minha avó estava-me a chamar já. Umas calças de fato de treino velhas e uma t-shirt estava óptimo.
Quando entrei na cozinha, já estava a minha avó a reclamar que o meu irmão já tinha desaparecido e que tinha imensa coisa para fazer. Lá acabei por lhe perguntar o que queria que eu fizesse. Em quanto olhava para mim disse "água, vai buscar água para fazer o jantar". Não que não tivéssemos água em casa, mas depois de estar um ano fechada aquela casa se precisava de apanhar ar as torneiras também e por isso a água sabia a ferrugem.
Peguei em dois garrafões dos médios e lá desci as escada. Ouvi o meu irmão na garagem da casa a encher pareceu-me uma bola, pois ouvi-o a bater uma bola para ver se estava boa. Pensei logo que amanha sem falta iria treinar um pouco com ele. Não podia descuidar-me no futebol. Pelo caminho lá fui descendo. Olhei para a casa da minha bisavó, ela não tinha dado conta que nós tínhamos chegado. Já devia estar deitada há séculos. Em quanto seguia pelo caminho que ia dar a escola e passava pela ponte ia pensado. em tudo o que deixava em Lisboa. E que se pudesse voltava antes do que esperava. Bastava fazer um bocadinho de birra. Quando dei a volta que dava ao carreiro para a fonte velha vi-o. Estava de costas para mim um pouco mais em baixo. Já não precisava de esperar mais. Finalmente

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