segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
No silêncio do Adeus
"Nunca foi um Adeus, foi sempre um até durante muitos meses, uma despedida que sabíamos que seria curta. Um até breve mais longo que o normal. Aprendemos a conviver com isso os dois, e com isso aprendemos a crescer, a vivermos e a sermos, mais e melhor todos os dias. E quando eu te dizia até breve, no silêncio do meu coração, chorava um adeus da tua partida, uma dor que se acumulava no peito com a distancia do teu carro a afastar-se de mim, um choro escondido, pela madrugada fora vertido na almofada, em que não vinha o sono. E durante dias era assim, até voltar ao quotidiano, ao normal. E vivia em função da espera, do nosso até breve, vivia para os momentos que tínhamos os dois há noite, vidrados frente a frente a um ecrã, esperando as respostas. Esperava que chega-se a volta, o teu olhar a vir, o teu sorriso para mim. Acho que nunca me ensinas-te a dizer adeus, e eu nunca consegui aprender sozinha. Sei que não é fácil, que dói, que remói, que destrói...E sei que Adeus nunca existiu no meu vocabulário, nas minhas palavras, na minha mente, pelo menos para ti. E agora este Adeus escondido vive e mim, no silencio. "
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