quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Talvez já chegue



"Já chegue talvez de te procurar em cada esquina, em cada beco, em cada curva. Em cada sombra que me aparece há frente. Eu sei que não voltas mais, foste e pronto. Eu quero acreditar que talvez ainda voltes, mas eu no fundo sei que não, que partis-te sem olhar para trás, sem pensar em mim mais, sem mesmo voltares a perguntar por mim. 
Queria procurar-te para te dizer, para te contar o que escondo, mas sei que de nada valerá, nada farás, vais seguir em frente, sem pensares em mim. Sem se quer perguntares como estou. Tu és assim, como o vento, como as aves de Outono, vais e voltas para me fazer lembrar que ainda existes. Seria melhor se fosses para sempre, ao menos não teria de lembrar-me de esquecer outra vez. Vivo a lembrar-te, para te aprender a esquecer."

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